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Fugindo do padrão, casas de festas reúnem parceiros fiéis e promovem seus próprios eventos a fim de atrair noivas, debutantes e empresas para seus salões.

Niterói, RJ (DINO)

São realizações custosas, mas tem trazido resultados. No último evento, fechamos cerca de 30 novas clientes. 

Realizar os sonhos de noivas, debutantes e casais comemorando bodas representa um excelente negócio no Brasil. Mesmo com todo cenário de crise que colocou o PIB do país estagnado no biênio 2015-2016 e produziu um crescimento tímido de 1% em 2017, o setor não sofreu o baque do mesmo tamanho que o restante dos mercados.

Os bons números têm sido sustentados por noivinhas, casais comemorando suas bodas, debutantes encantadas e por bons investimentos em tecnologia e presença digital. Segundo a ABRAFESTAS (Associação Brasileira de Eventos) encomendada ao Instituto Locomotiva gastos com eventos sociais somaram R$ 17 bilhões em 2017. Só os casamentos somaram mais de 1 milhão de eventos no ano passado. No entanto, o perfil de algumas ações tem sido alterado.

As casas de festas, que costumavam ter papel passivo e receber feiras de noivas realizadas por terceiros, agora passaram a realizar seus próprios eventos, voltados a trazer novos clientes e mesmo clientes já contatados para experimentar os serviços da casa e de parceiros, como num "dia de teste" para que o público não tenha dúvidas sobre o que esperar do evento.

Para Andre Pladema, gestor da Quinta do Parque, uma das mais tradicionais casa de festas de Niterói (RJ), a estratégia tem se mostrado acertada. -"Periodicamente fazemos esse tipo de evento, divulgando fortemente em redes sociais e entre os potenciais clientes que já haviam orçado a casa anteriormente. Trazemos nossos parceiros de buffet, flores, cerimonial, dentre outros, para garantir que a pessoas perceba que oferecemos a melhor experiência possível e feche seus contratos conosco e com os parceiros."

É claro que se trata de uma estratégia de alto impacto, mas que também pode trazer altos custos, com a abertura da casa em uma data que não funcionaria e mesmo de insumos que são descartáveis, mas quem faz garante que vale o trabalho.

"São realizações custosas, mas tem trazido resultados. No nosso caso, com decoração floral, montar a decoração, comprar os insumos, contratar as pessoas é como fazer um evento real. É parte do risco, mas sem isso, são menores as chances de se alcançar resultados como o que tivemos no último evento, com 30 contratos fechados.", garante Camila Ferreira, gerente comercial da Antonio Carlos Ferreira Decorações e Paisagismos, também em Niterói (RJ).

Especialista em marketing, Márcio Filho ressalta a importância de se aproveitar a oportunidade e maximizar o uso dos recursos que estão sendo aplicados: -"Valer-se pesadamente de uma estratégia de comunicação que use as redes sociais, grupos de WhatsApp, e-mail marketing e afins para fazer com que o máximo de potenciais interessados fica sabendo do evento é importante para que os gastos referentes a esse tipo de ação possam ser diluídos entre um grande número de contratos fechados."

"Além disso, é importante que o evento sirva, realmente, como uma vitrine, ou seja, que tudo saia perfeito, para não termos um dia de promoção servindo para queimar os serviços realizados pela casa de festas ou pelo parceiro.", conclui.
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